AVISO: Este post é recomendado para maiores de 18 anos e para pessoas que ao baterem com o mindinho do pé na quina de um móvel, ao invés de falar aquele palavrão cascudo, solta um: HUMMMM... Traquinas!!!
Minha vida se baseia na arte do insulto (sem trocadilho com o DVD de Rafinha Bastos) e hoje em dia, merda, porra, foda e cu são vírgulas nas minhas citações diárias. Houve um tempo que era pior, a cada 10 palavras que pronunciava, 11 eram pavavras de baixo calão.
No entanto, nem sempre fui um desbocado FDP... as coisas foram sendo aprendidas aos poucos. Minha mãe e meu pai eram pessoas "estressadas" (a fruta nunca cai muito longe do pé), porém continham-se na hora de falar palavrões na minha presença. Só que as vezes não é possível falar para um prego que entra até o talo no garão do nosso pé: HUMMMMM... Inconveniente.
E foi assim, que aos quatro aninhos, tive minha primeira experiência com palavrões. Minha mãe fazia a faxina da casa quando bateu a canela no sofá e largou um sutil: CARALHO. Perguntei a ela o que significava aquela palavra e ela disse que era apenas um outro jeito de falar SOFÁ.
Me satisfiz com a explicação de minha mãe e sua faxina continuou até o nosso telefone tocar. Era uma amiga de minha mãe avisando que iria dar uma passadinha lá em casa. Minha mãe desligou o telefone e soltou um carinhoso: FILHA DA PUTA. Curioso, perguntei o que aquela expressão significava, ela, na mesma linha, explicou que era apenas uma forma carinhosa de falar VISITA.
Minha mãe saiu apressada para terminar a faxina e ao entrar no banheiro para lavá-lo, escorregou e deu de nuca no chão e para expressar sua dor, falou um singelo: BUCETA. Novamente questionei-a e ela, já um pouco sem paciência, respondeu que era a mesma coisa que falar BANHEIRO.
A campanhia tocou e fui todo pimpão atender a porta, supondo que fosse a amiga da coroa... Não deu outra, era ela mesma... e sabe como são as crianças, aprendem uma coisa nova e já querem mostrar o quão grande é a sua inteligência...
Ao abrir a porta, estampei AQUELE sorriso maroto e falei:
"Pode entrar Dona FILHA DA PUTA, senta aqui nesse CARALHO, enquanto a minha mãe termina de lavar a BUCETA."
Desde esse dia, minha mãe nunca mais me poupou da verdade.
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